Instituto Pensar - ?Estamos vivendo sob o pior governo que o país poderia ter?, diz Dora Pires

?Estamos vivendo sob o pior governo que o país poderia ter?, diz Dora Pires


A Secretária Nacional do Movimento Mulheres Socialistas do PSB, Dora Pires (Imagem: Reprodução/PSB Nacional)

IX Congresso Nacional de Mulheres teve início na manhã desta quinta-feira (28), durante o XV Congresso Constituinte da Autorreforma do PSB, em Brasília. "Estamos vivendo sobre o pior governo que o país poderia ter?, pontuou a Secretária Nacional do Movimento Mulheres Socialistas, Dora Pires, em seu discurso de abertura.

Ela relembrou as crises sanitárias e políticas impostas pela incompetência do governo de Jair Bolsonaro, e pediu uma salva de palmas para homenagear os familiares e as mais de 600 mil vítimas da Covid-19.

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A Secretária frisou a importância e a coragem do partido de propor uma autocrítica e reformular a sua estrutura. "A política, como toda arte, deve ser repensada e se aproximar dos anseios da sociedade, e é claro que as mulheres socialistas não podiam ficar para trás. Teremos este ano as eleições mais difíceis da nossa história. Além de mudança, precisamos de unidade, paciência e calma para enfrentar os fascistas?, enfatizou Dora Pires.

Para finalizar, a Secretária foi pontual: derrotar o bolsonarismo é uma missão de toda mulher socialista!

Em seguida, o deputado Estadual e candidato ao governo do Acre, Janilson Leite, falou sobre as tristes estatísticas em relação às mulheres.

"O Acre é um dos estados mais perigosos para as mulheres no mundo. Temos um dos maiores índices de feminicídio, um dos estados mais violentos para a população?, lamentou Jailson. Por conta disso, o parlamentar salientou a necessidade de ampliar, cada vez mais, a participação de mulheres nos espaços políticos.

Subversivas

"Que as mulheres se libertem da necessidade de se libertar.? Com essa frase a PHD e expert francesa em Filosofia Política, Gisele Szezyglak, inflamou o auditório no lançamento do seu livro "Subversivas?. A especialista em liderança feminina contou que após anos acompanhando mulheres de todo o mundo, percebeu uma condição muito parecida.

"As mulheres parecem valer menos e serem menos visíveis que os homens, e dessa forma ficamos sem participar da civilização pois não podemos ocupar o nosso lugar?, explica Gisele.

A obra então propõe uma revolução, segundo a autora. As mulheres por séculos são obrigadas a ficarem em casa e assim não poderem ser cidadãs. "Mulheres precisam sair do espaço privado para o público, porque é isso que traz sentido à vida. Necessitamos de mais mulheres na política, porque sempre fomos excluídas disso?, afirma a especialista.

Ao final, Gisele Szezyglak diz que o livro traz dicas subversivas. "Aprenda a falar sobre nada, muito útil. Aprenda a trabalhar, organize sua incompetência doméstica, pois ser uma mulher não é ser uma escrava, tão pouco ser um ?open bar? aberto sempre deixando todos se servirem.

Temos o direito a contribuir para a construção de uma nova civilização e temos muito mais a colaborar, e vai muito além do que ficar trancada em uma cozinha ou em uma cama?, conclui a especialista. O exemplar será lançado em junho e a primeira tradução é para a língua portuguesa.

Por Manuela Correa



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